14 Fevereiro 2012

Quando um relacionamento não vinga

"Saber lidar com a rejeição e saber lidar com a decepção são duas das lições mais difíceis que qualquer uma de nós precisa aprender. E essas lições parecem estar atreladas a namoros e romances. A dura verdade é que nem todos os encontros se transformam em relacionamentos, nem todos os relacionamentos se transformam em casamentos, e nem todos os casamentos duram. Esses são fatos incontestáveis. Vejamos aqui outra realidade: quando um relacionamento não se transforma no que você quer que ele seja, você deveria ficar agradecida. Mais cedo ou mais tarde você chegaria à conclusão de que você e esse homem não eram adequados um para o outro".






(Homens Gostam de Mulheres que Gostam de Si Mesmas - Steven Carter e Julia Sokol - Editora Sextante)

17 Janeiro 2012

O borrachinha do Face

Definitavamente, não sei o que anda acontecendo com os homens da cidade do Rio de Janeiro. A cada dia que passa, conheço mais e mais caras com comportamento de borracha fraca (BF). Ou melhor, eu e várias amigas.

Ano passado, por volta de meados de agosto, adicionei no Facebook alguns amigos que estudaram comigo no colégio. Única e simplesmente com a intenção de reatar o contato com essas pessoas, saber por qual caminho a vida as levou e tals. Passado alguns dias, recebi uma mensagem de um carinha que estava entre as solicitações enviadas. Era o Fael, um cara que tinha uma irmã gêmea, e que embora fossem pessoas legais, não eram “tão chegados” porque sempre foram muito estudiosos e não costumavam se misturar com a turma da bagunça. Foi uma surpresa! Ele dizia que tinha visto minhas fotos e, que apesar de eu não ter mudado quase nada, estava muito bonita e blá blá blá.

Da mensagem para vários bate-papos não demorou muito. Logo, veio o convite para a gente marcar um reencontro. Como ele deixou claro que estava interessado em ficar comigo, eu fiquei postergando até analisar melhor o perfil dele. Afinal, detesto “dar tiro no escuro”. Quando, de fato, eu me mostrei disposta a marcar algo, começou a sessão de “borrachice”. Segue parte de um dos nossos diálogos para terem idéia:

July: Ah, para, Fael! Você está igual ao Mestre dos Magos...

Fael: Mestre dos Magos?! ME EXPLIQUE.

July: Vamos lá... Mestre dos magos aparece, lança um enigma e some. Fael aparece no Face todo galanteador, fala que quer marcar um encontro comigo e some (leia nada de marcar algo concreto). #ProntoFalei

Fael: Mas não marquei nada pra esse fds pq vc tá trabalhando, né...

July: Hi, gente, além de Mestre dos Magos, você tb adivinha a minha escala?!!? rsrs
Eu tô de folga, bonito, eu trabalhei no finde passado.

Fael: Sério? Errei a sua escala KKKKK
Desculpa mesmo... a coisa que eu mais quero é te ver. Posso ver se fazemos algo amanhã... tô meio enrolado, mas posso tentar. RS

July: Eu falei pra te provocar pra ver qual seria a justificativa que você daria por ficar só nas promessas. Mas tranquilo... Um dia a sua agenda bate com a minha.

Fael: Não sabia que vc está em ksa nesse fds porque eu queria mto ver vc.

July: Você só vai saber se estou de folga ou não se me perguntar, né?! E tb só vai me ver se marca dia, hora e local. Caso contrário, fica difícil.

Fael: TOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMA FAEL!!! Quando vc acha melhor então?

July:Quando eu acho melhor? Não sei. Você tem que a agenda cheia... É Engenhão, casa dos tios, festa de amigo...

Fael: Toma de novo! Vários foras...rsrsrs
Eu não tenho agenda cheia por incrível que pareça... Só mesmo os dias de jogos, mas fora isso não mto. Mas eu nunca desisti de ver vc e ainda quero mto.

July: Então tá... Já que vc não desistiu, quando vc puder, faz o convite com dia, hora e local, como eu falei. Se eu puder tb, fica tudo combinado.

Fael: Pode deixar que vou marcar sim e logo!!!

Tipo, depois disso tudo, revolvi dar trela só pra ver até onde iria a cara de pau dele. O chamei para uma boate e ele deu a desculpa de que era final do mês e a grana estava curta. Um dia ele cismou que iria aparecer na minha casa e nunca deu as caras... E continuou me pentelhando. Por fim, ficamos de ir ao cinema. Dessa vez, parecia que o encontro realmente ia sair das promessas. Porém, rufem os tambores do picadeiro porque o palhaço armou um espetáculo daqueles dignos de palmas...

Marcou tudo comigo. No dia, eu liguei e ele confirmou. Quando eu estava me arrumando, ele liga e diz que ocorreu um imprevisto e que teria que levar a tia que estava passando mal ao hospital. Acreditei e, ao mesmo tempo, não. Mas aproveitei que estava um pouco cansada e fui tirar um cochilo. Quando acordei, entrei no Facebook e me deparei com a postagem de uma menina chamada Cibely com o nome dele marcado: “Na casa da Júlia xxxx com Fael XXXX, Nicoly XXXX e Andreza XXXX”. E essa postagem era de três horas antes. Caraleoooo! Vocês acham que eu fiquei pouco ou muito puta!? RS

O malandro me enche a p#rr@ do saco para me encontrar durante um mês, eu aceito e ele vem com uma desculpa esfarrapada para furar comigo! Como assim? Aí depois comecei a juntar tudo... Nesse dia tinha jogo do time dele, e ficou óbvio que ele furou pra assistir com as amiguinhas. Eu juro que quis ignorar, mas eu não deixo idiota nenhum ter o gostinho de achar que está me passando para trás. Então, mandei um torpedo assim: “Foi levar sua tia no hospital? Porque segundo o face, você está na casa da Julia com Nicoly e Andreza”.

Resumindo... Ele veio me pedir desculpas, inventou uma outra mentira e disse que tinha passado lá depois do médico. Eu dei um belo esculacho nele. Falei que ele não teve atitude de homem, que desde o início foi ele que ficou atrás de mim para depois fazer esse papelão e que ele tinha perdido a vez. E, é claro, depois desse episódio, ele nunca mais falou comigo.

21 Outubro 2011

Um dia a gente ganha, no outro a gente perde

E aí que eu encontrei o homem certo, diria que até então perfeito, mas parece que ele não era pra mim! Como assim, doida? Vou explicar.

Em março, estava malhando, quando em uma dessas conversas bestas, disse para a Beta, a instrutora de musculação, para me apresentar alguém legal porque estava solteira e blá blá blá. Ela disse que realmente conhecia dois rapazes “gente boa” de lá e que me mostraria quem eram. Eu simpatizei logo de cara com um deles, o Andrei. A Beta resolveu me ajudar e partir em busca de informações sobre ele, afinal ela já tinha uma certa aproximação com o cidadão. Porém, toda atrapalhada, acabou dando a entender que a interessada era eu (até porque ela estava sempre comigo na academia). O Andrei, muito educadamente e indiretamente, fez com que o dado básico chegasse até mim: ele tinha namorada.

Apesar de ele ter me dado “um corte”, vez ou outra, me dava umas olhadas quando calhava da gente ir malhar no mesmo horário... E o tempo passou, passou e, no início de junho, o Andrei foi perguntar para a Beta se eu ainda estava solteira porque ele tinha passado a integrar o time dos “avulsos” no mercado. Ela disse que sim e ponto final das duas partes.

Um dia, sem mais nem menos, eu estava na esteira (na fase final do meu treino) quando ele chegou e passou por mim. Quando saí para ir embora, ele estava na sacada do andar de cima da academia e, quando eu já estava virando a esquina na rua, vi quando ele entrou no carro. Ou seja, deduzi que ele iria me seguir porque o tempo compreendido entre ele chegar e eu terminar a esteira e sair (já que eu moro bem pertinho e deixo para tomar banho em casa) não era maior do que 40 minutos. Logo, ele não poderia ter feito a série dele toda e também já estar indo embora... Não deu outra! O Andrei me seguiu e me parou no caminho.

Para não ficar longo o post, ele conversou comigo, tocou lá no assunto da primeira abordagem da Beta, me fez umas perguntas e pegou o número do meu cel porque disse que queria uma oportunidade de me conhecer melhor. E, dias depois, a gente ficou, rolou química, existiram afinidades mil e eu descobri que ele tinha várias características que eu prezo em um cara para ser meu namorado. E eu fui levando tudo com o pé no freio, afinal ele tinha terminado o relacionamento há pouco tempo.

Um dia ele sumiu, no outro também e no outro também. Estranhei, entretanto achei que pudesse ser por conta do trabalho dele, e, como também não sou de ficar no pé, deixei rolar. No quarto dia, que era um feriado, ele me ligou e perguntou se podia passar na minha casa para falar comigo. O sinal de alerta imediatamente foi ligado, né?! Pois bem, para você que já se atentou, ele foi sim me dar um pé na bunda à domicílio. Mas eu gostei! Gostei por ele ter tido a consideração de ir falar comigo pessoalmente (não simplesmente desaparecer do mapa como alguns fazem) e pelos argumentos sinceros que ele me deu.

O Andrei disse que tinha encontrado com a ex-namorada por acaso e que eles acabaram conversando, e que, enquanto ele não soubesse o que ele realmente queria para a vida dele, achava melhor não ficar saindo comigo enquanto estava de papinho com ela e vice-versa. Falou que se amarrou na minha, mas que, assim como ele não queria problemas pra ele, também não queria para os outros. Eu disse que mais uma vez ele tava dando prova do caráter dele pra mim porque quando nós nos conhecemos ele não me deu confiança até o momento em que ficou solteiro, e que, agora, quando ele poderia muito bem me enrolar até decidir se iria ou não voltar para ela, ele estava me surpreendendo mais uma vez com essa atitude. Bom, me despedi dele dizendo que o mundo é redondo e que se nós tivéssemos que nos encontrar novamente, que isso iria acontecer. Afirmei que desejava toda a felicidade pra ele independente de qualquer coisa.
Depois disso, passei um mês fora de viagem e desde que retornei não nos vimos mais na academia. Até hoje não sei se ele reatou ou não com a ex. E eu simplesmente não quero ligar para ele porque antes dessa resposta, prefiro acreditar que o que tem que ser seu sempre volta pra você.

06 Setembro 2011

Profissão galanteador

Há quase um ano atrás, eu tinha uma “paquera” com um cara de uns 32 anos que é bom pra cacete de lábia, de argumentação, de texto... Enfim, de tudo que envolve comunicação. Também não é para menos, já que ele é jornalista, blogueiro, crítico de futebol e mais umas outras três profissões acumuladas. Mas digo paquera entre aspas porque, na verdade, eu não iria “pegar”, uma vez que ele é casado. Aliás, eu tive que ser bem resistente porque ele manda muito bem na sedução, inclusive minha amiga sugeriu que ele ganhasse mais um dinheirinho ministrando palestras nessa área. rs



Enfim, eu gostava era de dar corda pro papo dele porque curtia as ideias, as piadinhas... Porém, sempre deixei bem claro que não tinha a menor hipótese de rolar um “almoço executivo” como ele queria (ele até colocou nossos apelidos de Tom e Jerry). E por que estou falando disso? Porque vou postar abaixo alguns trechos de alguns e-mails que ele me mandou e que achei que traduzem uma forma legal de cantar uma mulher. Até mesmo porque está difícil homens que se aventuram na arte da conquista assim nos dias de hoje. Então, se liguem só:



"Eu juro que eu estou step by step com você. Mas pensa... se eu não falo da boca, não tem como pedir o beijo. E, se eu não conseguir o beijo, como vou pedir pescoço e nuca? Nunca? Então...”



“De repente meu ritmo acelerado está nos e-mails, mas o meu ritmo é o exato para fazer você levantar vôo comigo. Pode ter certeza que mesmo se não rolar nada entre nós, você já está "ganhando pontos" e se tornando uma pessoa querida. É né, eu te quero, era pra ser querida mesmo...

Segue outra musiquinha em anexo pra você viajar (Elevation – U2)... Não tem mensagem subliminar (nem preciso mais disso), mas é o ritmo que eu quero lhe mostrar que tenho...”



“Meu beijo é cósmico, um dia você descobre e sai de órbita”.



“Eu quero você, cacete. Quero te beijar, abraçar...

Quer que eu fale que eu quero você pra bater bafo, jogar videogame, brincar de pique?

Bom, brincar até seria uma boa”.



“Eu quero saber qual é o seu gosto e cheiro. Não importa que seja daqui a 1 hora, 1 dia, 1 mês ou 1 ano. Ter você eu já tenho. Cada dia mais, cada e-mail que vem e vai...

Já somos um do outro. Eu tenho certeza que você me curte assim como eu te curto...

Saudade de tudo o que eu ainda nem sei...”

Beijos queridona!



“’Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" " Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós’. Conhece Antoine Saint-Exupéry? O Pequeno Príncipe parece livro de criança, mas há muitas mensagens para os adultos...

Eu costumo dizer que sou tudo aquilo que levam de mim. De repente, alguma coisa minha está em você...”

Beijos com saudade!



“Hum, o que será que você tem que me chama a atenção?
Pergunta de se perder um milhão no Show do Sílvio Santos”.

29 Agosto 2011

Vamos à luta!






Já que só ultimamente se fala em MMA/ UFC fiz uma seleção dos lutadores mais pegáveis. Não importa se é peso-galo, peso-leve, peso-pena, meio-médio... O que importa mesmo é o corpitcho e a cara, que nem sempre é de mau. Seguem abaixo:









































E aí, quem vocês levariam para o octógono? Sem medo, arrastava o Carlos Condit, o Diego Nunes, o Erick e o Hughes. Ah, também acrescentaria na minha listinha o Machida, mas a foto dele não queria aparecer de jeito nenhum no site [[internet de merda]].




Se vocês quiserem saber um pouco mais sobre os rapazes acima ou pesquisar algum que ficou de fora da minha seleção dos gostosões, clique aqui.

24 Agosto 2011

Quem tá pagando?


Ontem, conversando com dois professores da academia – que eu tenho mais intimidade e que posso até dizer que são meus amigos – nós começamos a falar de encontros x pagar a conta. Até que abordamos a possibilidade da mulher pagar o motel ou dividir o gasto com esse tipo de programa – no bom sentido. Neste momento, eu fui bem categórica e disse que não pago motel de jeito nenhum e que só racho o valor, no mínimo, se o cara já for meu namorado. Sim; eu acho que isso é uma obrigação da ala masculina. Afinal, eu não dou pra qualquer um, então o fato de eu ter topado ir pra cama com o cara já é motivo para ele se sentir privilegiado. E dane-se que têm outras tantas mulheres com a perna arreganhada por aí querendo transar “a troco de nada”. Elas são elas e eu sou eu! A gente pode até fazer sexo na casa dele, na minha, na do vizinho, “na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê”, mas se quiser partir pro motel, vai ter que bancar, meu bem!



Então, após expor para os professores esses argumentos que acabei de escrever aqui para vocês, eles disseram que eu não pago motel porque, segundo os próprios, sou novinha e tô com a bola em cima. De acordo com a teoria deles, as mulheres a partir dos 35 anos e solteiras não só pagam, como também ainda vão buscar o cara onde ele estiver para acompanhá-las. Um deles chegou a contar que, às vezes, costuma dizer para a pretendente do momento que está sem grana só para confirmar até onde vai o interesse dela em sair com ele. Vê se pode, gente! Esses homens...


Enfim, o que quero colocar para vocês é que esse papo me deixou com algumas questões na cabeça e, por isso, quero saber as opiniões de vocês. Uma delas é: esse fato da mulher aceitar pagar ou não motel tem ou não a ver com a idade/maturidade?. A outra é um tanto mais reflexiva... Será que em uma determinada idade da vida as mulheres solteiras ficam realmente mais carentes e/ou ”desesperadas” e passam a fazer concessões, que antes não fariam, só para ter uma companhia – ainda que essa seja momentânea? E para finalizar, larga a mão no comentário e diz aí se já pagou motel pra sair com algum gatinho, mas tem que confessar se foi boa a relação custo x benefício. rs

09 Agosto 2011

Felícia em versão masculina

Sempre ouço por aí de amigos meus, companheiros de trabalho e em conversas em locais públicos assuntos que envolvem mulheres consideradas “sufocadoras”. No geral, elas são do tipo que querem controlar todos os passos do parceiro – fixo ou não -, perguntando onde vão ou deixam de ir, querendo conhecer toda a sua rede de contatos, ligando de cinco em cinco minutos ou enchendo a caixa de mensagens do celular do camarada com textos melosos ou inúteis. Aliás, para esta última categoria há até o apelido de “mulher spam”. Porém, as pessoas costumam classificar, erroneamente, este tipo de comportamento como sendo apenas do sexo feminino. Além disso, a motivação que acreditam gerar tal atitude seria porque elas estão megapaixonadas ou são inseguras. E o que dizer quando são os homens que agem assim? Nem sei!

Pois então, recentemente, fui vítima de um sujeito que, para mim, não é nada convencianal (risos). Nos conhecemos em junho em uma festa à fantasia. Ele surgiu quase no fim da noite, quando o ficante que eu arrumei e passei a noite no maior love já havia se retirado e eu estava cansada e esperando a boa vontade do meu primo para irmos também embora. De início, ele surgiu sem demonstrar muita pretenção de me cantar. Puxou papo e ficou conversando comigo aproximadamente 1h:30 sobre vários assuntos. Quando eu disse que realmente iria partir, trocamos uns beijos e ele pegou meu tel. Pela embalagem e pelo papo, achei que não seria nada mal. Engano meu!

Eu deixei o local da festa 06h de quinta-feira e às 17h:30 o camarada já estava me ligando. Até aí não achei nada estranho. Pensei que ele estava simplesmente mostrando que gostou de ficar comigo e queria fazer contato. Na sexta, ele me ligou de novo querendo me encontrar. Falei que estava cansada e que não tava muito afim de sair. Como ele insistiu, marquei algo pelo meu bairro mesmo. E o que aconteceu? Ele só pode ter achado que já era meu namorado! No domingo, o sujeito me ligou e me colocou para falar com a mãe dele no telefone!!! Isso mesmo que você leu! Ela já sabia tudo que contei de mim para ele e falou que ele adorou me conhecer porque eu sou uma pessoa que tem juízo, que sou estudada, trabalho, não bebo e não fumo e tals... Só faltou falar que eu sou mocinha pra casar. Oi?

Na segunda-feira, o indivíduo me ligou novamente e eu tratei logo de informá-lo que no final de semana seguinte iria fazer uma viagem de férias e que passaria um mês fora. Pra quê? O sem noção resolveu me ligar todos os dias e insistir para eu encontrá-lo antes de embarcar. Mas realmente eu estava muito enrolada com os últimos detalhes mais uma loucura no trabalho para deixar tudo em ordem e não rolou. De início, não quis descartá-lo porque fiquei receosa de ele ser realmente uma pessoa legal – como mostrou no dia que nos conhecemos – e eu estar tomando uma atitude precipitada. Porém, na última ligação antes de eu partir, esse cara deu sinais de que deve ter algum problema (risos). Ele disse para eu encarar a viagem como uma despedida de solteira, pois quando eu retornasse iria conversar comigo. Como assim, Bial? O cara ficou comigo duas vezes e já quer namorar???


Enfim, não dei bola. Passei um mês curtindo horrores e, sinceramente, se lembrei da existência dele uns dois dias foi muito. E, para completar, ele não tinha nenhum contato de onde eu estava. Só que a criatura parece que estava rastreando o momento do meu celular entrar em área porque eu mal desembarquei e entrei no carro para voltar pra casa e o aparelho tocou. Não dei muito assunto, falei que estava cansada e depois a gente conversava. No sábado, ele me ligou e eu também falei rapidamente com ele. No domingo, ele me ligou três vezes, deixou tocar até cair na caixa postal e eu não atendi. E, agora, até o momento ele não deu mais sinal. Como diz meu primo, pode isso?


O que eu faço com essa pessoa (porque aqui não é o antigo Você Decide, mas pode me ajudar a escolher o final dessa história. Ou, pelo menos, tentar)?


A – Digo que encontrei um amor na viagem – o que não é mentira – e mando ele me esquecer?;

B – Falo que, inicialmente, até me interessei por ele, mas o fato de ele me ligar todo dia me assustou. Afinal, imagina se chego a namorar ele?;

C – Invento um caô do tipo que vou fazer uma nova viagem, só que desta vez é a trabalho e que é melhor ele não perder o tempo dele comigo.